3 de novembro de 2015

PERSPETIVA CÓNICA - um ponto de fuga





Edward Hopper (1932)








Na perspetiva com 1 ponto de fuga, podemos observar as principais características deste tipo de desenho:




Vasarely (1935)




a) Diminuição - os objetos iguais parecem manter a sua forma, mas diminuem de tamanho à medida que se afastam do observador;







b) Convergência - todas as linhas perpendiculares ao Plano do Quadro e paralelas entre si convergem para um ponto comum - o Ponto de Fuga - à medida que se afastam do observador;





c) Encurtamento - as distâncias iguais parecem encurtar gradualmente à medida que se afastam do observador.







REGRAS GERAIS:


A linha do horizonte (LH) é a referência da altura dos olhos do observador e da posição do objeto a desenhar;







Num paralelipípedo, as faces de frente ao observador representam-se de frente, sem deformações percetivas na configuração.







Todas as arestas horizontais paralelas à LH mantêm-se horizontais e representam-se paralelas a essa linha no desenho, embora com alteração da dimensão (ficam mais pequenas à medida que se afastam).

As outras arestas são linhas que parecem convergir num único ponto da LH (Ponto de Fuga - PF). Nas representações, essas arestas apoiam-se sobre as chamadas linhas de fuga.







PASSO A PASSO:


NOTA: estes exercícios devem ser feitos com rigor, utilizando régua e esquadro.
As arestas só têm 3 possibilidades: ou são horizontais, ou verticais, ou na direção do ponto de fuga (PF).



1 - Desenha a linha do horizonte (LH) e determina o ponto de fuga (PF):





2 - Desenha um quadrado ou um retângulo com 2 arestas paralelas e 2 arestas perpendiculares à LH:






3 - Desenha as arestas laterais em direção ao PF:






4 - Determina a profundidade do sólido e completa-o:





5 - Desenha as arestas invisíveis:






6 - Constrói outros sólidos:












PERSPETIVA CÓNICA - introdução




Hans Vredeman de Vries (1604)




A perspetiva cónica ou linear é um método sistemático de determinar a colocação das formas tridimensionais no espaço bidimensional, uma técnica de representar a ilusão da profundidade e das formas volumétricas numa superfície plana (folha de desenho ou tela).





Raphael (1505)




O desenho em perspetiva cónica baseia-se em certos princípios e num conjunto de regras que relacionam o observador (quem está a desenhar), o objeto que está a ser representado (figuras ou paisagens) e a sua imagem projetada num plano imaginário, o Plano de Quadro.








Um dos elementos mais importantes deste tipo de representação é a linha do horizonte (LH), que se encontra ao nível do olhar do observador e indica o seu ponto de vista.







Consoante a posição dos objetos, aparecem-nos acima, abaixo ou sobre a linha do horizonte.








Consoante a posição do observador, o objeto a desenhar tem uma aparência diferente.







Segurando um lápis ao nível dos olhos e fechando um deles, é possível determinar onde se situa a linha do horizonte: basta registar onde é que a altura do lápis corresponde a uma determinada referência.



































Alguns exemplos do uso da perspetiva cónica nas artes visuais:



Leonardo da Vinci (1495-1497)





Giorgio de Chirico (1888 - 1978)







David Hockney (1971)






25 de outubro de 2015

PERSPETIVA CÓNICA - vídeos


Vincent Van Gogh - Van Gogh's Bedroom in Arles. Saint-Rémy (1889)




Os vídeos que se seguem são narrados em língua inglesa e não contêm legendas. No

entanto, e com um pouco de concentração, é fácil seguir a construção das imagens.



S. Kim




Katarzyna Jaskiewicz


Desenhar um espaço interior com 1 ponto de fuga:










Desenhar um espaço interior com 2 pontos de fuga:







Victor Rogister


Desenhar uma casa com 1 ponto de fuga:








Nuno Matos Silva


Desenhar um espaço exterior com 1 ponto de fuga:











Eduardo Salavisa - Porto (2014)


Desenhar um espaço exterior com 2 pontos de fuga:












Eduardo Salavisa (Urbansketchers) - Estação de S. Bento (Porto) - (2012)


Desenhar pessoas numa rua em perspetiva:









Desenhar escadas com 2 pontos de fuga:











Desenhar a vista aérea de uma cidade (bird's-eye view):









Desenhar linhas curvas em perspetiva:






20 de outubro de 2015

POP ART


Roy Lichtenstein - Girl with hair ribbon (1965)





A Pop Art nasceu em meados dos anos 50 (século XX), sobretudo nos grandes núcleos urbanos como Londres e Nova Iorque, como expressão e reflexo da sociedade pós-industrial nascida depois da II Guerra Mundial.

Utilizou uma linguagem figurativa recorrendo a símbolos, figuras e objetos próprios da cidade e do seu quotidiano.

Assim, a sua temática é simples e direta, ligada à "cultura popular" e constituída por imagens retiradas da banda desenhada, das revistas e jornais, da fotografia, do cinema, da televisão e da publicidade.

Exploraram técnicas como a fotomontagem, a colagem, a serigrafia e a assemblage (colagem com objetos e materiais tridimensionais).




Richard Hamilton - Interior II (1964)





Tom Wesselman - Still Life ♯4 (1962)





James Rosenquist - Dishes (1964)





Roy Lichtenstein - Masterpiece (1962)





Roy Lichtenstein - Sunrise (1965)





Roy Lichtenstein - Explosion (1965)





 
Andy Warhol - Lata de Sopa Campbell (1962)





Andy Warhol - Capa do álbum de estreia da banda "Velvet Underground" (1967)






Andy Warhol - Do it yourself (1962)





Exposição de trabalhos de Andy Warhol - Berlim







Andy Warhol - Self Portrait (1966)





Roy Lichtenstein - Peace through chemistry (1970)




Andy Warhol - Marilyn (1967)