17 de novembro de 2015

PERSPETIVA CÓNICA - desenhar espaços interiores



"Girls Singing"- Edgar Degas (1873)






DESENHAR UM ESPAÇO INTERIOR COM 1 PONTO DE FUGA:



Na perspetiva linear com um ponto de fuga (perspetiva frontal), o observador situa-se de frente para uma parede. Tudo o que se encontra nessa parede é representado de frente. Todas as outras paredes, chão e teto representam-se em perspetiva.



1 - Traçar a linha do horizonte e o ponto de fuga. Traçar a parede que se encontra de frente para o observador (um quadrado ou paralelipípedo).






2 - Traçar as linhas que representam as paredes laterais, o teto e o chão em direção ao ponto de fuga.






3 - Analisar atentamente os exemplos que se seguem e construir o espaço interior que se deseja.























DESENHAR ESPAÇOS INTERIORES COM 2 PONTOS DE FUGA:




Na perspetiva linear com 2 pontos de fuga, o observador situa-se de frente para uma esquina de um espaço. Todos os planos (paredes, chão e teto) são representados em perspetiva.




1 - Traçar a linha do horizonte e definir os pontos de fuga. Traçar a linha vertical, perpendicular à linha do horizonte, que corresponde à esquina do espaço que queremos representar.







2 - Traçar as linhas que separam os planos das paredes, do chão e do teto a partir dos pontos de fuga.







3 - Observar com atenção as imagens que se seguem e construir o espaço desejado.

























PERSPETIVA CÓNICA - dois pontos de fuga




"Dance Class at the Opera" - Edgar Degas (1872)





A linha do horizonte (LH) é a referência da altura dos olhos e da posição do objeto a desenhar.

Num paralelipípedo, só as arestas verticais se mantêm; todas as faces estão em perspetiva.

As arestas horizontais parecem convergir para 2 pontos de fuga (PF1 e PF2), um para cada conjunto de paralelas.




PASSO A PASSO:


NOTA: estes exercícios devem ser feitos com rigor, utilizando régua e esquadro.
As arestas só têm 3 possibilidades: ou são verticais, ou na direção do ponto de fuga (PF1), ou na direção do ponto de fuga 2 (PF2).



1 - Começa por traçar a linha do horizonte (LH) e os dois pontos de fuga (PF1 e PF2) nos extremos da LH.







 2 - Para construir um paralelipípedo visto de cima, traça uma aresta vertical perpendicular à LH, como indicado na figura.







3 - Traça as linhas de fuga na direção dos pontos de fuga (PF1 e PF2).







4 - Constrói as arestas restantes.






5 - Constrói outros sólidos no espaço restante do teu suporte.









Exemplos:












3 de novembro de 2015

PERSPETIVA CÓNICA - um ponto de fuga





Edward Hopper (1932)








Na perspetiva com 1 ponto de fuga, podemos observar as principais características deste tipo de desenho:




Vasarely (1935)




a) Diminuição - os objetos iguais parecem manter a sua forma, mas diminuem de tamanho à medida que se afastam do observador;







b) Convergência - todas as linhas perpendiculares ao Plano do Quadro e paralelas entre si convergem para um ponto comum - o Ponto de Fuga - à medida que se afastam do observador;





c) Encurtamento - as distâncias iguais parecem encurtar gradualmente à medida que se afastam do observador.







REGRAS GERAIS:


A linha do horizonte (LH) é a referência da altura dos olhos do observador e da posição do objeto a desenhar;







Num paralelipípedo, as faces de frente ao observador representam-se de frente, sem deformações percetivas na configuração.







Todas as arestas horizontais paralelas à LH mantêm-se horizontais e representam-se paralelas a essa linha no desenho, embora com alteração da dimensão (ficam mais pequenas à medida que se afastam).

As outras arestas são linhas que parecem convergir num único ponto da LH (Ponto de Fuga - PF). Nas representações, essas arestas apoiam-se sobre as chamadas linhas de fuga.







PASSO A PASSO:


NOTA: estes exercícios devem ser feitos com rigor, utilizando régua e esquadro.
As arestas só têm 3 possibilidades: ou são horizontais, ou verticais, ou na direção do ponto de fuga (PF).



1 - Desenha a linha do horizonte (LH) e determina o ponto de fuga (PF):





2 - Desenha um quadrado ou um retângulo com 2 arestas paralelas e 2 arestas perpendiculares à LH:






3 - Desenha as arestas laterais em direção ao PF:






4 - Determina a profundidade do sólido e completa-o:





5 - Desenha as arestas invisíveis:






6 - Constrói outros sólidos:












PERSPETIVA CÓNICA - introdução




Hans Vredeman de Vries (1604)




A perspetiva cónica ou linear é um método sistemático de determinar a colocação das formas tridimensionais no espaço bidimensional, uma técnica de representar a ilusão da profundidade e das formas volumétricas numa superfície plana (folha de desenho ou tela).





Raphael (1505)




O desenho em perspetiva cónica baseia-se em certos princípios e num conjunto de regras que relacionam o observador (quem está a desenhar), o objeto que está a ser representado (figuras ou paisagens) e a sua imagem projetada num plano imaginário, o Plano de Quadro.








Um dos elementos mais importantes deste tipo de representação é a linha do horizonte (LH), que se encontra ao nível do olhar do observador e indica o seu ponto de vista.







Consoante a posição dos objetos, aparecem-nos acima, abaixo ou sobre a linha do horizonte.








Consoante a posição do observador, o objeto a desenhar tem uma aparência diferente.







Segurando um lápis ao nível dos olhos e fechando um deles, é possível determinar onde se situa a linha do horizonte: basta registar onde é que a altura do lápis corresponde a uma determinada referência.



































Alguns exemplos do uso da perspetiva cónica nas artes visuais:



Leonardo da Vinci (1495-1497)





Giorgio de Chirico (1888 - 1978)







David Hockney (1971)